sexta-feira, 6 de março de 2009
a primavera
O CORPO E A PRIMAVERA Ouço o corpo da primavera. Na brisa segura macias flores. Dir-se-ia o delicioso rubor dos seios. Não sei se surgindo da vergonha de alguns botões ainda por abrir. Terno enredo o de escutá-lo no sobressalto e despontar do sexo: sentado conserva os joelhos apertados contra o queixo, furtando-o a invisíveis e furiosas abelhas. Talvez por medo de que o mel desabe e o tempo tenha de acolher-se, abrasado de cio, na delícia e destreza de uma ingenuidade em absoluto efémera. De que as rosas breve percam o engano e o frescor da voz. Deixemo-lo, pois, entregue ao claro som e asseio do seu respirar.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
O primeiro post... muito bem. Não conhecia essa veia poética. Continue, até pode ser que tenha sucesso na área. Bem vindo ao vosso blog
ResponderEliminar